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Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Permita-se VIVER!

Hoje acordei me perguntando: quando devemos dizer “eu te amo”? Em quanto tempo de relacionamento isso se torna uma realidade? E as pessoas que passaram em nossa vida, as quais um dia dissemos essa frase? Deixamos de amar ou apenas mudamos o foco?
Teci uma teoria: tudo começa quando conhecemos alguém, ou melhor, quando nos dispomos a conhecer alguém. Geralmente começamos pelo que há “por fora”... pela “embalagem”, tal qual numa prateleira de supermercado. As vezes nos enganamos com algumas propagandas, o que é absolutamente comum e que não deve torna-se empecilho para tentar uma nova marca!
Nesse momento, detalhes como altura, modos, cabelos, gestos fazem muita diferença. Uma simples frase exposta em tom ou hora errados nos fazem desistir e fechar a porta daquele novo mundo – pois cada ser humano é um, alguns sombrios, decerto!
Passada a primeira etapa, chegam as primeiras carícias...como não há intimidade, os gestos são frenéticos e nervosos. Palavras escolhidas a dedo são pronunciadas. Algumas vezes usamos aquelas capazes de transformar o ato sexual em um verdadeiro capítulo de Bianca ou Sabrina (aqueles romances de empregada), tudo isso a fim de driblar a falta de intimidade e fazer com que cheguemos ao êxtase apenas pelos prazeres da carne. Costumo dizer que nesta etapa não fazemos amor e sim “sexo do bom” – se é que existe diferença.
Depois de um breve espaço temporal, que pelos meus cálculos estatísticos não baseados em evidências, dura cerca de 6 meses, chegamos a um certo grau de intimidade. Defeitos e manias não passam desapercebidos e são incorporados ao ser amado, que sai de seu estado platônico para o humano, com direito a todas as suas grandezas e miudezas.
É ai que você começa a fase do “gosto dele(a) mesmo assim”, ou seja, “apesar dos defeitos” - o que é muito saudável, pois nunca deveríamos tentar mudar o jeito de ninguém, afinal, quem nos deu esse direito?
Palavras carnais começam a ser substituídas por palavras doces e mais amenas. O conhecimento sobre o prazer do outro te leva a um lugar seguro e a tranqüilidade chega ao ato sexual. Logicamente, falta de tesão não deve ser confundida com isso!
Essa inversão de fases assusta algumas pessoas, que muitas vezes, abominam e repelem esse momento... e se era somente uma paixão – desmorona.
Outro dia ouvi dizer que, devido a natureza egoísta do ser humano, pensamos muito em nós mesmos durante o dia. Assim, quando passamos a pensar no outro tanto quanto pensamos em nós ou até mesmo um pouco mais, é sinal que já estamos apaixonados. O limiar entre se apaixonar e amar é muito sutil.
Talvez esse parâmetro seja uma boa medida!
Portanto, AME e permita-se VIVER!

Butterflies fluttered by Andie's hands at 2:24 AM
Sobre a autora
Sempre aos extremos, às vezes doce, em outras rude...não há meio-termo, ame ou odei-me, você escolhe!!
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Sabe aquele friozinho na barriga que antecede qualquer evento realmente importante na sua vida? Pois é, esse é o significado de Butterflies in my stomach.